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FlÜSSIGKEITEN

 

Die Änderungen des physikalischen Zustandes der Materie gehören zur Untersuchung der Chemie, Physik, aber auch Soziologie, Philosophie und Kunst.

Die Moleküle, die der Substanz Form geben, sie verändern sich in Abhängigkeit zur ihrer Entfernung von einander, welches wiederum den physikalischen Zustand bestimmt. Je näher sich die Moleküle sind, destofester sind die Substanzen. Sind sie auf Abstand – Flüssigkeit.

Im flüssigen Zustandhaben die MolekülemehrEnergie -die größere BewegungsfreiheitermöglichtihreAnpassung an die Formdes Behälters.

Das Wasser als eine Flüssigkeit ist der essentielle Bestandteil fürden UrsprungderZivilisationen und dieGeschichte der Menschheit.

Die Konsequenzen der Atlantiküberquerung der ersten Europäer, die in den Dimensionen der Menschheitsgeschichte vor nicht aller zu langer Zeit stattfand,  können wir als die erste große Veränderung ihrer festen sozialen Strukturen bis zum heutigen Tag ansehen. 

Durch den Kontakt mit den Amerikas löste sich die alte konkrete Welt in neue soziale Gruppen und Identitäten auf.

Diese Transformation hat die heutigen Zustände der Postmoderne hervorgebracht, die der polnische Philosoph und SoziologeZygmuntBaumann mit den Begriffen der ‚Flüssigkeit‘, ‚Liquidität‘ und ‚Verflüssigung‘ beschrieben hat.

Wie kann Kunst diese gegenwärtige Komplexität in Formen bringen?  Wie kannsiedies in Bildernoderin Worten synthetisieren?

In den neuen Welten tranken die ersten Ausländer neue Kulturen, segelten in Ideen, schwammen in Flüssen, in denen Heraklit zuvor nie gebadet hat.

Für den prä-sokratischengriechischen Philosophen,der manchen als Vaterder Dialektik gilt, können wir nichtzweimalim gleichen Fluss baden. Wederdas Wassernoch die Männer bleiben nach den gemachten Erfahrungen gleich.

Ihre solide Vergangenheit hat sich in neue Formen von Wissen,Beziehungen und Verhalten ausgedrückt, was uns hier aber interessiert sind die Aspekte der Kunst.

Die modernenbrasilianischen Künstlerder 20er Jahredes letzten Jahrhunderts haben ebenso den Atlantik überquert um hier an Quellen zu trinken, sie kehrten zu ihren Flüssen zurück und waren ebenso nicht mehr die selben.

 

Tarsila do Amaral, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Victor Brecheret, Anita Malfatti, Sergio Millet, Di Cavalcanti: diese in Brasilien berühmten und in Europa unbekannten Künstler haben sich nach der Auseinandersetzung mit verdünntem europäischem - festem akademischem Wissen zurück in Brasilien den dort reichen Quellen an bis dahin vergessenen populären Kulturelementen zugewandt. In diesem Moment wurde der brasilianische Modernismus geboren.

Das war eine Bewegungvongroßem WiderhallinderKunstszene sowieder brasilianischen Gesellschaftund sie istheutein der Kunstgeschichteverfestigt.
Aber die damalige Bewegung setzt sich fort.Inden Werken vonElianePaulino können wir ihre flüssige interkontinentale Erfahrung finden.

Die Arbeiten, die wir heute sehen, zeigen die Suche der Künstlerin Eliane Paulino nach dem idealen Material, in welchem die Veränderung als Essenz sichtbar wird.  

Man kann nicht sagen welche Form diese Arbeit als nächstes annehmen wird.  Sie ist passiv gegenüber der Raumtemperatur aber auch in ihrer Zerbrechlichkeit.

Der Kleberist anfällig für äußere Einwirkung, das Ergebnis ist langsame und sinnliche Bewegung, die eine quasi unabhängige Identität gibt.

Hier sind die Formen für die Gefühle und für die subjektive Beziehung relevant. Die scheinbareFremdheitdes Materialserwachtund ziehtdas Interesse auf sich. Ihre Transformation verändert uns auch. Sie setzt den Beobachter in Verbindung mit ihren eigenen Definitionen von Flüssigkeit.

Die Arbeiten von Eliane Paulino sind gegenwärtig und nehmen die Formen ihrer provisorischen Behälter an: Deutschland, Düsseldorf, 2013.

In der Zukunft? Die Wasser werden andere sein.

 

Daniela Almeida.

 

LIQUIDEZ

 

As alteracoes do estado fisico da materia pertencem aos estudos da quimica, fisica mas tambem da sociologia, filosofia e das artes. 

As moleculas que dao forma as substancias, se alteram em funcao de sua proximade, determinando seu estado fisico. Quanto mais perto se encontram, mais solidas as substancias. E para a distancia, a liquidez. No estado liquido, as moleculas possuem mais energia o que permite maior liberdade de movimento, e sua adaptacao à forma do recipiente que o contém.

Para a história da humanidade, a água é o liquido fundamental para origem das civilizacoes. Num passado nao muito distante, quando os primeiros europeus atravessaram o Atlantico, podemos considerar a primeira das principais alteracos dos estados solidos das estruturas sociais ate as que conhecemos hoje.

O mundo concreto antes das Americas se diluiu em novas sociedades e identidades. E essa propensao à mudanca criou as formas da Pos-Modernidade que  o sociologo e filosofo polones Zygmunt Bauman chamou Liquida. 

E que formas sao essas?  Como sintetizar em imagem ou palavras à complexidade do nosso presente?

Os primeiros estrangerios nos Novos Mundos, atravessaram oceanos, beberam novas culturas, nadaram em rios que Heráclito nunca se banhou. Para o filosofo grego pré socrático e considerado o pai da dialética, nao podemos nos banhar duas vezes no mesmo rio. 

Nem as aguas, nem os homens foram os mesmos depois de diluidos em novass experiencias, transformando seus passados sólidos em novas formas de conhecimento; relacoes; comportamento e, o que aqui nos interessa, de fazer artistico.

Os artistas Modernos Brasileiros dos anos 20 do seculo passado, refizeram esse caminho. Atravessaram de novo o oceano, beberam as fontes daqui, retornaram aos seus rios e ja nao eram mais os mesmos. 

Tarsila do Amaral, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Victor Brecheret, Anita Malfatti, Sergio Millet, Di Cavalcanti, esses ilustres desconhecidos, diluiram o solido academicismo europeu nas ricas fontes da, entao esquecida, cultura popular brasileira criando o modernismo brasileiro.  

Foi um movimento de grande repercursao na cena artistica e na sociedade brasileira e hoje solidificados na historia da arte. 

Mas o fluxo continua. Nos trabalhos de Eliane Paulino também se encontram diluidas suas experiencias intercontinentais. 

A busca pela materia ideal, que contivesse em si a mudanca como essencia, trouxe Eliane ao trabalho que vemos hoje. Nao há como definir o percurso ou a proxima forma desta obra. Ela esta passiva à temperatura ambiente, mas também ao insolido, a liquidez dos acontecimentos que nao podemos conter em nossos recipientes intelectuais momentaneos. 

A Cola esta vuneravel a acao do tempo, o que resulta num movimento vagaroso e sensual, dando identidade quase independente a este trabalho. Aqui a forma esta para o sentimento e para o subjetivo. A aparente estranheza do material disperta interesse e atrai. 

Sua tranformacao tambem transforma, colocando a nós, observadores, em conexao com a liquidez de nossas proprias definicoes.  

O trabalho de Eliane Paulino esta no presente e assume as formas do seu recipiente provisório: Alemanha, Düsseldorf, 2013. 

Quanto ao futuro, as águas serao outras.

 

Daniela Almeida

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eliane@elianepaulino.com

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